Paróquia São JoséFormaçãoPosso jogar as cinzas de um defunto no mar?

Posso jogar as cinzas de um defunto no mar?

Conheça o que a Igreja Católica realmente ensina sobre este tema

Durante muito tempo, na Igreja Católica (fora de casos especiais de pestes ou epidemias) era severamente proibido incinerar os cadáveres, pois isso era considerado uma rejeição da fé na vida eterna.

Com a mudança de mentalidade e as necessidades do mundo atual, a partir de 1963, surgiram na prática católica outras disposições apresentadas atualmente no Código de Direito Canônico: “A Igreja recomenda vivamente que se conserve o piedoso costume de sepultar os corpos dos defuntos; mas não proíbe a cremação, a não ser que tenha sido preferida por razões contrárias à doutrina cristã” (Cânon 1176, 3).

O Catecismo da Igreja Católica também ensina: “A Igreja permite a incineração quando com ela não se questiona a fé na ressurreição do corpo” (n. 2301).

Os ritos funerais, sobretudo nas grandes cidades, podem ser celebrados diante do defunto (exéquias de corpo presente), somente com as cinzas ou simplesmente em memória do defunto, seja em uma casa, em uma capela, na igreja ou no cemitério, levando em consideração também as disposições legais próprias de cada região.

Em todos os casos, a oração pelos defuntos deve acompanhar estas práticas que celebram o fato de que todos nós somos chamados à ressurreição, à semelhança e pelos méritos de Cristo, que por nós morreu e ressuscitou. Os ritos funerários também proporcionam consolo e esperança às famílias cristãs.

As cinzas devem receber o mesmo respeito e trato que o corpo humano, do qual procedem, porque foi templo do Espírito Santo e está chamado à gloriosa ressurreição. O trato adequado das cinzas inclui um recipiente digno (urna) e o depósito apropriado em um lugar designado para guardar estes restos, seja em um templo ou outro edifício reservado para isso, ou inclusive em um cemitério tradicional, mas não dentro do recinto das igrejas destinadas ao culto litúrgico público.

Espalhar as cinzas no mar, em um rio ou na terra são práticas incoerentes com a fé cristã. Tampouco é aconselhável, por razões de sensibilidade emocional, conservar as cinzas na residência da família da pessoa falecida.

A Igreja revisou a doutrina sobre a incineração de cadáveres porque foram levados em consideração outros motivos, como: os costumes de algumas culturas, o custo elevado do enterro tradicional e dos caixões, bem como questões de higiene.

A doutrina católica concede, no entanto, muito atenção ao sentido religioso dos povos cristãos, para não ferir os sentimentos ao introduzir práticas desconhecidas ou alheias para eles.

Fonte: aleteia.org

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