Eucaristia

EUCARISTIA

Jesus disse: “Eu sou o pão vivo, descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. (…) Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem vida eterna. (…) permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 51.54.56).

A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; pelo seu sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre seu corpo que é a Igreja.

COMO SE CHAMA ESTE SACRAMENTO?

Eucaristia: porque é ação de graças a Deus. As palavras “eucharistein” (Lc 22,19; 1Cor 11, 24) e “eulogein” (Mt 26, 26; Mc 14, 22) lembram as bênçãos judaicas que proclamam as obras de Deus: a criação, a redenção e a santificação;

Ceia do Senhor: pois se trata da ceia que o Senhor fez com seus discípulos na véspera de sua paixão;

Fração do pão: porque este rito, próprio da refeição judaica, foi utilizado por Jesus quando abençoava e distribuía o pão como presidente da mesa, sobretudo na Última Ceia. É por este gesto que os discípulos o reconheceram após a ressurreição e é com esta expressão que os primeiros cristãos designavam as suas assembleias eucarísticas;

Assembleia eucarística: porque a Eucaristia é celebrada na assembleia dos fiéis, expressão visível da Igreja;

Memorial: porque atualiza a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor;

Santo Sacrifício: porque atualiza o único sacrifício de Cristo Salvador e inclui a oferenda da Igreja;

Santa e divina Liturgia: porque toda a liturgia da Igreja encontra o seu centro e a sua expressão mais densa na celebração deste sacramento;

Comunhão: porque é por este sacramento que nos unimos a Cristo que nos torna participantes do seu Corpo e do seu Sangue para formarmos um só Corpo;

Santa Missa: porque a liturgia, na qual, se realizou o mistério da salvação termina com o envio dos fiéis (“missio”) para que cumpram a vontade de Deus na sua vida cotidiana.

A EUCARISTIA NA ECONOMIA DA SALVAÇÃO

– Os sinais do pão e do vinho: encontram-se no cerne da celebração da Eucaristia os sinais do pão (de trigo e não fermentado) e o vinho (de uva), os quais, pelas palavras de Cristo e pela invocação do Espírito Santo, se tornam o Corpo e o Sangue dele. Fiel à ordem do Senhor, a Igreja continua fazendo, em sua memória até a sua volta gloriosa, o que ele fez na véspera da sua paixão. Jesus instituiu a Eucaristia dando um sentido novo e definitivo à bênção do Pão e do Cálice;

– A instituição da Eucaristia: tendo amado os seus, o Senhor amou-os até o fim. Sabendo que chegara a hora de partir deste mundo para voltar a seu Pai, no decurso de uma refeição lavou-lhes os pés e deu-lhes o mandamento do amor. Para deixar-lhes uma garantia deste amor, instituiu a Eucaristia como memória de sua morte e da sua ressurreição, e ordenou aos seus apóstolos que a celebrassem até a sua volta. Os três Evangelhos sinóticos (Mt, Mc e Lc) e São Paulo nos transmitiram o relato da instituição da Eucaristia; por sua vez, São João nos relata as palavras de Jesus na sinagoga de Cafarnaum: Cristo designa-se como o Pão da vida descido do Céu;

“Fazei isto em memória de mim”: o mandamento de Jesus de repetir seus gestos e suas palavras não pede somente que se recorde dele e do que ele fez. Visa a celebração litúrgica, pelos apóstolos e seus sucessores, do memorial de Cristo, da sua vida, da sua Morte, da sua Ressurreição e da sua intercessão junto ao Pai. Desde o início, a Igreja manteve-se fiel ao mandato do Senhor: Eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações (cf. At 2, 42). Era sobretudo “no primeiro dia da semana”, isto é, no domingo, o dia da Ressurreição de Jesus, que os cristãos se reuniam “para partir o pão” (At 20, 7). Desde aqueles tempos até os nossos dias, a celebração da Eucaristia perpetuou-se, de sorte que hoje a encontramos em toda parte na Igreja com a mesma estrutura fundamental. Ela continua sendo o centro da vida da Igreja.

A CELEBRAÇÃO LITÚRGICA DA EUCARISTIA

A celebração Eucarística comporta sempre: a proclamação da Palavra de Deus, a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo dom de seu Filho, a consagração das espécies do pão e do vinho e a participação no banquete litúrgico pela recepção do Corpo e do Sangue do Senhor. Estes elementos constituem um só e mesmo ato de culto.

Através da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e seu Sangue, com sua alma e sua divindade.

A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo: isto é da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica. É Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança que, agindo pelo ministério dos sacerdotes (só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor), oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico.

OS FRUTOS DA COMUNHÃO

A comunhão aumenta a nossa união com Cristo: receber a Eucaristia na comunhão traz como fruto principal a união íntima com Cristo Jesus. Ele mesmo disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo, 6, 56);

A comunhão separa-nos do pecado: o Corpo de Cristo que recebemos na comunhão é “entregue por nós”, e o Sangue que bebemos é “derramado por muitos para remissão dos pecados”. É, por isso, que a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo em purificar-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos pecados futuros. Quanto mais participarmos da vida de Cristo e quanto mais progredirmos na sua amizade, tanto mais difícil será separar-nos dele pelo pecado grave. A Eucaristia não é destinada a perdoar pecados mortais. Isto é próprio do sacramento da reconciliação;

A unidade do corpo místico: a Eucaristia faz a Igreja: os que recebem a Eucaristia estão unidos mais intimamente a Cristo. Por isso, Cristo os une em um só corpo, a Igreja. A comunhão renova, fortalece, aprofunda esta incorporação à Igreja, realizada pelo batismo;

A Eucaristia compromete com os pobres: para receber na verdade o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, devemos reconhecer o Cristo nos mais pobres, seus irmãos;

A Eucaristia e a unidade dos cristãos: diante da grandeza deste mistério, Sto. Agostinho exclama: “Ó sacramento da piedade! Ó sacramento da unidade! Ó vínculo da caridade!” Quanto mais dolorosa se fazem sentir as divisões da Igreja que rompem a participação comum à mesa do Senhor, tanto mais prementes são as orações para que voltem os dias da unidade completa de todos os que nele creem.

ORIENTAÇÕES PASTORAIS

– A Igreja, em obediência à ordem de Jesus, recomenda vivamente aos fiéis que participem da Ceia do Senhor, memorial de sua morte e ressurreição. Devem os fiéis ser orientados e preparados para receberem o pão eucarístico toda vez que participarem da celebração da Eucaristia. Mas existe a obrigação de comungar pelo menos uma vez por ano, no tempo pascal (cf. cân. 920, §§1e 2);

– Qualquer batizado (depois de adequada preparação catequética), não proibido pelo direito, pode e deve ser admitido à Ceia do Senhor e participar da mesa da sagrada comunhão (cf. cân. 912);

– Se alguém tem consciência de ter pecado grave, não deve comungar sem antes receber a absolvição no sacramento da penitência (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1415; cf. cân. 916);

– Não podem receber a eucaristia pessoas sob excomunhão, interdição e persistência em pecado grave manifesto (cf. cân. 915);

– Amasiados e divorciados que contraíram nova união não podem ser absolvidos e não podem receber a comunhão eucarística (Familiaris Consortio, 84; Reconciliatio et Paenitentia, 34; Catecismo da Igreja Católica, 1650);

– Quem vai receber a eucaristia deve abster-se de alimentos e bebidas, exceto água e remédio, ao menos uma hora antes da comunhão (cf. cân. 919, §1);

  1. Sacerdotes que celebram duas ou três missas no mesmo dia podem tomar alguma coisa antes da segunda ou terceira celebração, mesmo que não haja espaço de uma hora (cf. cân. 919, §2);
  2. Pessoas idosas e enfermas e as que cuidam delas podem comungar, mesmo que tenham tomado alguma coisa na hora que antecede (cf. cân. 919, §3).

A CATEQUESE EUCARÍSTICA EM NOSSA PARÓQUIA

Pré-catequese: está dividida em duas etapas. Cada etapa tem duração de 01 ano. A pré-catequese compreende as crianças com idade de 08 a 09 anos;

Catequese: está dividida em três etapas. Cada etapa tem a duração de 01 ano. A catequese compreende as crianças com idade de 10 a 12 anos.

OBSERVAÇÕES:

– As crianças que não foram batizadas o serão ao longo do processo catequético;

– A Primeira Eucaristia se dá na terceira etapa da catequese;

– Adolescentes com 13 anos completos deverão ingressar na catequese de perseverança (etapa preparatória para a catequese de crisma);

– As inscrições para a catequese eucarística se iniciam em janeiro.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A INSCRIÇÃO NA CATEQUESE EUCARÍSTICA:

– Cópia do RG ou da certidão de nascimento da criança;

– Certidão de batismo para os que já são batizados (não é a lembrança do batismo);

– Cópia do comprovante de endereço.

Fonte: Catecismo da Igreja Católica

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