Paróquia São JoséInstitucionalCRISMA OU CONFIRMAÇÃO

CRISMA OU CONFIRMAÇÃO

Juntamente com o Batismo e a Eucaristia, o sacramento da Confirmação constitui o conjunto dos “sacramentos da iniciação cristã”. A recepção deste sacramento é necessária para a consumação da graça batismal. Com efeito, “pelo sacramento da Confirmação os fiéis são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras” (LG 11).

A CONFIRMAÇÃO NA ECONOMIA DA SALVAÇÃO

No Antigo Testamento os profetas anunciaram que o Espírito do Senhor repousaria sobre o Messias esperado em vista da sua missão salvífica. A descida do Espírito Santo sobre Jesus por ocasião do seu Batismo por João Batista foi o sinal de que era ele quem devia vir, o Filho de Deus. Concebido do Espírito Santo, toda a sua vida e toda a sua missão se realizam em uma comunhão total com o mesmo Espírito que o Pai lhe dá sem medida (Jo 3, 34).

Esta plenitude do Espírito não devia ser apenas a do Messias; devia ser comunicada a todo o povo messiânico. Por várias vezes Cristo prometeu esta efusão do Espírito (cf. Lc 12, 12; Jo3, 5-8; 7, 37-39; 16, 7-15), promessa que realizou primeiramente no dia da Páscoa (Jo 20, 22) e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de Pentecostes. Desde então, os apóstolos, para cumprir a vontade de Cristo, comunicaram aos neófitos, pela imposição das mãos, o dom do Espírito que leva a graça do Batismo à sua consumação (cf. At 8, 15-17; 19, 5-6).

Para melhor significar o dom do Espírito Santo, acrescentou-se à imposição das mãos uma unção com óleo perfumado (crisma). Esta unção ilustra o nome de “cristão” que significa “ungido” e que deriva a sua origem do próprio nome de Cristo, ele que “Deus ungiu com o Espírito Santo” (At 10, 38). Este rito de unção existe até os nossos dias, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Por isso, no Oriente este sacramento é chamado Crismação, unção com crisma. No Ocidente, o termo Confirmação sugere ao mesmo tempo a ratificação do Batismo e a consolidação da graça batismal, todos frutos do Espírito Santo.

OS SINAIS E O RITO DA CONFIRMAÇÃO

No rito deste sacramento, convém considerar o sinal da unção e aquilo que a unção designa e imprime: o selo espiritual.

A unção com o santo crisma depois do Batismo, na Confirmação e na Ordenação é sinal de uma consagração. Pela Confirmação, os cristãos, isto é, os que são ungidos, participam mais intensamente da missão de Jesus e da plenitude do Espírito Santo, a fim de que toda a vida deles exale “o bom odor de Cristo”.

Por esta unção, o confirmando recebe “a marca”, o selo do Espírito Santo. Cristo mesmo se declara marcado com o selo de seu Pai (Jo 6, 27). Também o cristão está marcado por um selo: “Aquele que nos fortalece convosco em Cristo e nos dá a unção é Deus, o qual, nos marcou com um selo e colocou em nossos corações o penhor do Espírito (2Cor 1, 21-22). Este selo do Espírito Santo marca a pertença total a Cristo e o compromisso com o serviço do Reino.

A CELEBRAÇÃO DA CONFIRMAÇÃO

Um momento importante que antecede a celebração da Confirmação mas que, de certo modo, faz parte dela, é a consagração do santo crisma. É o Bispo que, na Quinta-feira Santa, durante a missa do crisma, consagra o santo crisma para toda a sua diocese. Quando a Confirmação é celebrada em separado do Batismo, como ocorre no rito romano, a liturgia do sacramento começa com a renovação das promessas do Batismo e com a profissão de fé dos confirmandos. Assim aparece com clareza que a Confirmação se situa na sequência do Batismo.

No rito romano, o Bispo estende as mãos sobre o conjunto dos confirmandos (gesto que, desde o tempo dos Apóstolos, é o sinal do dom do Espírito) e invoca a efusão do Espírito com uma oração própria. Segue-se o rito essencial do sacramento. No rito latino, “o sacramento da Confirmação é conferido pela unção do santo crisma na fronte, feita impondo a mão e por estas palavras: ‘Recebe, por este sinal, o Dom do Espírito Santo’”. O ósculo da paz, que encerra o rito do sacramento, significa e manifesta a comunhão eclesial com o Bispo e com todos os fiéis.

OS EFEITOS DA CONFIRMAÇÃO

O feito do sacramento da Confirmação é a efusão plena do Espírito Santo, como foi outorgado aos apóstolos no dia de Pentecostes. Por isso, a confirmação produz crescimento e aprofundamento da graça batismal:

– Enraíza-nos mais profundamente na filiação divina;

– Une-nos mais solidamente a Cristo;

– Aumenta em nós os dons do Espírito Santo;

– Torna mais perfeita a nossa vinculação com a Igreja;

– Dá-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé pela palavra e pela ação.

Como o Batismo, a Confirmação é dada uma só vez. Pois a Confirmação imprime na alma uma marca espiritual indelével que é o sinal de que Jesus Cristo assinalou um cristão com o selo do seu Espírito, revestindo-o da força do alto para ser sua testemunha.

QUEM PODE RECEBER ESTE SACRAMENTO?

Todo batizado ainda não confirmado pode e deve receber o sacramento da Confirmação. A preparação para a recepção deste sacramento visa a conduzir o cristão a uma união mais íntima com Cristo, a uma familiaridade mais intensa com o Espírito Santo, a fim de ele poder assumir melhor as responsabilidades da vida cristã. Por isso, a catequese da Confirmação se empenhará em despertar o senso da pertença à Igreja de Cristo, tanto à Igreja como um todo como à comunidade paroquial.

Para a Confirmação é preciso estar em estado de graça. Convém recorrer ao sacramento da Penitência para ser purificado em vista do dom do Espírito Santo.

O MINISTRO DA CONFIRMAÇÃO

O ministro originário da Confirmação é o Bispo.

No Oriente, é normalmente o presbítero batizante que também ministra imediatamente a Confirmação em uma única e mesma celebração. Na Igreja latina aplica-se a mesma disciplina nos batizados de adultos (catecúmenos).

No rito latino, o ministro ordinário da Confirmação é o Bispo. Porém, o Bispo pode, por motivos graves, conceder a presbíteros a faculdade de administrar a Confirmação. Se um cristão estiver em perigo de morte, todo presbítero deve dar-lhe a Confirmação.

CATEQUESE DA CONFIRMAÇÃO (CRISMA) EM NOSSA PARÓQUIA

– A catequese da Confirmação tem duração de 01 ano (normalmente inicia-se em fevereiro e termina em novembro);

– A idade mínima para ingressar na catequese da Confirmação é de 14 anos completos;

– A recepção do Sacramento da Confirmação (Crisma) se dá ao final da catequese;

– Os jovens e/ou adultos que não foram batizados o serão ao longo do processo catequético;

– Os jovens e/ou adultos que não fizeram a Primeira Comunhão o farão ao longo do processo catequético;

– As inscrições para a catequese da Confirmação se iniciam em dezembro.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A INSCRIÇÃO NA CATEQUESE DA CORFIRMAÇÃO:

– Cópia do RG;

– Certidão de batismo para os que já são batizados (não é a lembrança do batismo);

– Cópia do comprovante de endereço.

QUEM PODE SER PADRINHO/MADRINHA

– Católicos de vivência cristã;

– De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, o padrinho ou a madrinha tem a missão de ser um apoio espiritual para o crismando;

– Evangélicos não podem ser padrinhos na Igreja Católica e, sim, testemunhas do sacramento da Confirmação;

– Lembre-se que ser padrinho ou madrinha não é um prêmio, mas um compromisso para toda vida;

– Os padrinhos do Batismo podem ser os padrinhos da Confirmação (isso evidenciaria a unidade dos dois sacramentos);

– Os padrinhos e as madrinhas deve ter 16 anos completos (ou mais) e serem batizados e crismados;

– Se os padrinhos e as madrinhas forem casados, deverão sê-lo na Igreja.

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